Capitulo 1
Olá, meu nome é James Birth Rolkins, sou dos EUA, mas como a empresa da minha mãe faliu eu tive que usar o que sobrou de dinheiro para me mudar. Eu tinha três opções: Egito, Arábia Saudita e Brasil. Bom, no Brasil eu posso jantar pelo menos!
Fui a um dos aeroportos da Califórnia em direção ao Rio de Janeiro. Com uma turbulência acordei assustado, olhei pela janela e vi que o avião estava no meio de uma tempestade bem violenta. A aeromoça disse que faríamos um pouso forçado, o avião desceu bem rápido e todos sentiram um frio na barriga quando as rodas do avião tocaram o solo de uma floresta qualquer.
Depois de pousar a porta do avião se abriu e todos saíram, alguns até meio enjoados. O piloto tentava insistentemente fazer contato com a Califórnia, mas sem êxito. O co-piloto disse que deveríamos seguir floresta a dentro até acharmos uma cidade e concertarmos o motor danificado de avião, o piloto voltou e começou a andar em direção a floresta seguido de todos os passageiros, inclusive eu. Algumas pessoas pegaram guarda-chuvas e compartilharam entre si, mas eu fiquei sem nada, sendo atingido pela chuva o que fez minha roupa ficar mas pesada e grudada ao meu corpo. Depois de um tempo chegamos em uma estrada com uma placa que estava em português, por isso eu não consegui ler, mas um dos passageiros chegou perto dela e disse:
- aqui diz: São Longuinho 1 km.
Ótimo, estávamos perto de algum lugar. Seguimos a estrada e logo começaram a aparecer algumas casinhas, até que os grandes prédios e movimento de pessoas e de carros denunciava que estávamos no centro da cidade. O piloto parou na frente de um hotel, eu fui o ultimo a entrar, mas fui "barrado" pela recessionista que me disse com grandes pausas, claramente tentando lembrar inglês:
- I'm sorry, the hotel need money and you...
Não estava com dinheiro suficiente para pagar ,então não tinha o que fazer a não ser sair do hotel e procurar outro mais barato. Antes que eu passasse pela porta o piloto me chamou e disse:
- I will call you when the plane be repared.(ligaremos quando consertamos o avião.)
Assenti e sai do hotel. A chuva caia sobre mim como se Deus esteve me dizendo:"Da próxima viaje com dinheiro". Andei procurando outro hotel por um bom tempo, e quando percebi que já era uma hora da madrugada, achei uma lanchonete que tinha uma cobertura, o que impedia a chuva, me deitei ali e dormi na hora.
Capitulo 2
Ouvi uma voz responder um outro alguém com
certa arrogância:
- Se ele for do seu
time eu mato, já basta aturar você, katrina.
E outra voz,
feminina, o respondeu desafiadora:
- Então por que não
me mata?- Se seguiu um silêncio e a voz continuou - Sou gostosa de mais para
morrer!
- Você peca contra
seu castigo sem nem pensar nas conseqüências. Você vai para o inferno, sem
sombra de dúvidas.
- Isso já foi
decidido quando eu estava no berço.
Abri os olhos devagar e vi, meio sem
foco, uma imagem de duas pessoas abaixadas olhando para o meu rosto. Uma mulher
de pele morena, cabelos lisos e negros, com algumas mechas roxas. E um cara branco,
com cabelo castanho e espetado para frente, e ambos pareciam ter entre 17 ou 15
anos. Com a boca seca eu disse confuso:
-Hã...?
Levantei-me
bruscamente quase caindo para trás e as duas pessoas olharam para mim sem
graça:
-Boa tarde.
Disse o cara se levantando, seguido da mulher que me cumprimentou:
- Oi, meu nome é
Katrina, sou de Lúcifer, ele é Trent, é de deus. E você?
O que ela queria
dizer com “Sou de Lúcifer”? Será que ela satânica ou algo assim? Trent percebeu
que eu estava confuso e explicou:
- Estava tudo bem,
com anjos no céu e os homens na Terra, mas um dia um anjo chamado Lúcifer traiu
Deus e foi expulso do céu e desceu para criar seu próprio paraíso...
- O inferno?
- Shiiiii! Deixa eu
continuar! Bom, Deus tinha muitos seguidores pelo mundo, então lúcifer, cheio
de inveja, decidiu interferir em nosso livre arbítrio enviando um demônio pára
“tocar” uma criança enquanto ainda estava no útero da mãe, e essa criança seria
a sua própria reencarnação na Terra. Eu nunca a vi, mas ouvi dizer que ele tem
a íris vermelha, da cor do próprio sangue. Desde então Deus também tem enviado
anjos para deixar sua marca em alguns de nós, e assim começou uma guerra entre
seguidores.
Fiquei um tempo pensando e disse a
única frase que pude formular no momento:
- Tem água?
Entramos na
lanchonete que Katrina disse que era da irmã dela. Me sentei em uma cadeira e
Trent colocou um copo de água na mesa a minha frente e se sentou também. Bebi
tudo de uma vez só, respirei fundo e disse para Trent:
- Olha, meu nome é
James e eu não deveria estar aqui, ta bom? É que meu avião passou por uma
turbulência e teve que parar nessa cidade a qualquer momento eles vão me ligar,
então eu vou sair dessa cidade e parar de ouvir suas bobagens.
No momento em que parei de falar
Trent se levantou bruscamente e se jogou para frente, ficando de bruço na mesa.
Fechou sua mão direita, ai eu percebi que em todas suas churréias haviam cruzes
tatuadas, as quais saíram de sua mão e se tornaram maiores, mas eram feitas de
pura luz. Trent aproximou o seu rosto do meu e disse com ar insano:
- Isso é uma
bobagem?!
Katrina olhou para
nós do caixa e disse mexendo no dinheiro:
-Ih, ele ficou puto.
As cruzes de luz voltaram a ser
tatuagens pretas e Trent se sentou novamente, mas de olhos fechados e estalando
os dedos, tentando se acalmar:
- Foi mal.
- What the...!
Olhei para Katrina e
ela me explicou:
- É isso que os “toques”
fazem.
- Você também...?
- Não desse jeito. –
Ela se aproximou de nós - Então seu nome é James, não é? – Assenti ainda meio assustado,
querendo saber o que ela faria. – É isso que eu faço.
Ela fechou o olho direito com uma
das mãos, piscou com o olho esquerdo e sua íris e sua pupila rapidamente
tomaram a forma de uma cruz anticristo, então ela disse:
-“O que é isso?”. Era
o que iria dizer, certo?- Fiquei surpreso, pois ela estava certa - “Você pode
ler minha mente?”. - Ela deu uma risadinha rápida e continuou – Eu posso ver
alguns segundos no futuro. “Nice!”. Não precisa falar. - Ela abriu o olho
direito e seu outro olho rapidamente voltou ao normal.
Trent olhou o relógio em seu pulso e
disse:
- 9:30, tenho que ir
para a igreja.
- A essa hora?
- Deveres de coroinha
- Disse Katrina debochando.
...
Eu e Katrina nos sentamos na varanda
em algum lugar depois da escada, ela colocou óculos escuros disse:
- Olhar para o
Pôr-do-sol não é tão legal quanto nos filmes.
Fiquei pensando na
historia que Trent contou e na forma que suas tatuagens saíram de sua pele e se
tornaram cruzes feitas de luz. Ele ficou bem estressado quando eu disso que
aquilo era bobagem. Antes que pudesse perguntar, Katrina me respondeu:
- É por que ele se estressa com qualquer coisa.
- Você consegue
prever tudo?
- Na verdade, só
alguns segundos e isso me deixa muito cansada, então eu tenho tipo um limite do
que eu posso prever.
Observei a tatuagem que meu pai
tinha feito em mim e comecei a duvidar que ele realmente tinha feito isso,
quando perguntava para minha mãe sobre isso ela sempre mudava de assunto. Olhei
para Katrina e perguntei:
- Como você
descobriu? – Ela me olhou e continuei – Os “poderes”?
- Eu não lembro
direito, não fico pensando muito nisso.
- E o que você acha
que isso faz?
Mostrei a minha
marca, que eu nem sabia mais do que chamar.
- Cada um faz uma
coisa diferente, mas eu estou mais curiosa para saber de que lado você é.
Observei por uns instantes os seus
olhos castanhos e tornei a observar o sol dizendo:
- Eu também.
Capitulo 3
Estava ficando cada vez mais curioso
em relação a marca, como “ativa-la”, o que ela fazia? Katrina foi tomar banho e
eu permaneci na sacada até o sol se pôr completamente. Pensei em falar com
Trent, ele devia saber como usar a marca.
Trent estava na igreja, mas talvez
tivesse alguma agenda com o número dele. Em busca de uma agenda passei na
frente da porta do banheiro e ouvi de lá de dentro a voz de Katrina gemendo e
sussurrando meu nome, me afastei da porta, mas minha curiosidade me fez olhar
pela fechadura da porta. Katrina estava sentada no chão, completamente nu, com
uma mão alisava os seios, e com outra colocava e tirava os dedos da vagina.
Bati na porta e disse bem alto:
- Onde tem agenda?
Ela soltou um suspiro de susto e se
levantou rapidamente batendo com a cabeça no toalheiro:
- Porra, esta no
armário do meu quarto!
- Thanks!
~As vezes, quando estou nervoso,
acabo falando inglês sem querer.~
Peguei a agenda e
liguei do meu. Trent atendeu e eu respondi o seu “alô”:
- Oi, é o James, érr...
Como você faz aquelas cruzes saíram da sua mão?
- Eu sei lá, tenta
pensar em algo que você gosta ou que quer muito proteger. - Rapidamente ele
mudou o tom de voz e ficou bem estressado – E nunca mais ligue para mim no meio
de uma santa missa. Porra!
Ele desligou antes que eu pudesse
dizer algo. Achei um espelho que refletia todo o meu corpo. Bom, algo que eu
gosta-se. Deixei meu antebraço direito rígido, fechei a mão, e levei meu braço
para frente com força, como se estivesse dando um soco no ar e gritei:
- Mãe!
Nada aconteceu e eu pensei comigo mesmo: “hum. Algo que eu queira proteger.” Dei outro soco, mas
desta vez gritei:
- Celular!
Como esperado, nada
aconteceu novamente. Katrina saiu do banheiro, só de toalha, me viu naquela
pose meio idiota e disse debochando:
- Não valeu à pena a
homenagem.
E entrou no quarto, a
segui, e no instante em que entrei no quarto fiquei paralisado com a visão de
Katrina completamente nua. Seus seios eram redondos e pareciam ser bem macios,
sua pele morena hipnotizava meus olhos e seus poucos pêlos pubianos formavam um
caminho a um paraíso.
Ela olhou para mim e perguntou:
- O que foi James?
- Ho-how you...
Co-com...
Ela pegou a toalha de
cima da cama e se cobriu dizendo:
- Assim esta melhor?
- Ok, ok, listen...
Como você usa o seu olho?
- Não sei explicar,
eu tipo penso em prever o futuro, ai já estou prevendo.
Do jeito que ela
falou pareceu bem fácil. Nós dois nos sentamos na cama e eu perguntei:
- Por que você usa um olho?
- Lembra que eu te
falei que era muito cansativo? Com dois olhos posso prever até um mês, mas isso
me desgasta muito, eu posso até ficar em coma. - Ficamos um tempo em silêncio e
ela perguntou se levantando - Se importa se eu trocar de roupa?
Aquilo queria dizer que teria outra
oportunidade de vê-la nua. Quando esse pensamento invadiu minha cabeça eu
rapidamente a mexi para cima e para baixo. Ela tirou a toalha e mostrou todo o
seu corpo novamente. O tempo pareceu parar enquanto eu a observava, e no
momento deixei escapar a pergunta:
- Quantos anos você tem?
- Não preciso nem
perguntar o “porquê” dessa pergunta né?- Deu uma risadinha e me respondeu- 17!
Sem perceber abri um sorriso, ela o
retribuiu com outro sorriso e enquanto colocava a roupa me disse:
- Qual o tamanho?-
Olhei para ela confuso – Quantos centímetros?
- What?! Eu nuca medi
o meu... Meu...
- Pau?
- É, é, deve ser isso.
- Fala serio James,
todo mundo já fez isso.
- I never did!
- Você queria usar
sua marca não é?- Ela ficou de joelhos na minha frente - Não leve para o lado
pessoal – Com as mãos ela segurou meu rosto e aproximou do rosto dela – Só acho
que aumentar os seus batimentos pode ajudar.
Katrina fechou os olhos e lentamente
encostou os seus lábios nos meus, eu também fechei os olhos e senti a língua
dela entrar na minha boca e dançar com a minha língua em uma impressionante harmonia.Ela largou meu
rosto e afastou o seu rosto do meu dizendo, meio corada:
- E ai?
Olhei para a marca e
ela estava do mesmo jeito:
- Nothing
- Da próxima vez
tente usar sentimentos. Foi isso que tentei fazer agora, mas o maximo que você
deve ter conseguido foi uma ereção
-
Ai você tem razão.
Capitulo 4
Ja estava de noite quando algum telefone na casa tocou e Katrina correu para atende-lo. Quando ela colocou o telefone no ouvido, ficou em silêncio, somente ouvindo e deixou o telefone cair no chão e me disse preocupada:
- Acho que el foi sequestrado!
Por mais que Katrina não tenha dito, eu sabia que se tratava de Trent:
- Onde ele esta?- perguntei vendo que uma lágrima escorreu do olho de Katrina e percorreu sua bocheche, até cair pelo queixo.
- E-eu, eu não sei!
Ela me abraçou, totalmente insegura, nós não sabíamos o que fazer, até que uma voz masculina informou:
- Eu sei onde ele esta!
Olhamos na direção da voz e la estava, em pé na frente da loga, um homem de pele e cabelo negros,que usava uma calça jeans, e uma camisa azul clara. Ao seu lado havia uma cachorra, de porte médio, com pêlos de cor caramelo, mas do lado do corpo, uma parte dos pêlos eram totalmente negros, como se tivessem sido queimados, e estes formavam uma cruz anticristo. Seria aquela cadela uma escolhida de lúcifer?
Katrina olhou para o rapaz e gritou irada:
- O que te faz pensar que vamos acreditar em você?
- Me desculpe não me apresentar- respondeu o rapaz sorridente- Sou Marcus.
- E como sabe onde Trent esta?
Peguei nos ombros dela, puxei-a para perto de mim e sussurrei:
- Calma! Não sabemos quem ele é, mas ele pode saber onde Trent esta, devemos confiar nelo... só um pouco.
Olhamos para Marcus, e ele respondeu:
- Ele foi sequestrado por uma seita...
- Quer dizer uma seita satânica, caralho?- Interrompeu Katrina.
Ele mexeu a cabeça afirmando e continuou:
- Exatamente, ela se chama Sangue Morto.- Naquele instante, veio na minha cabeça, os meus quatro anos, quando minha mãe recebera uma carta com o remetente "Dead Blood". Naquela época eu pedi para ler a carta, mas minha mãe deixou bem claro que eu não deveria ler aquilo de jeito nenhum.- eu vi Trent sendo levado para a mina abandonada que tem aqui embaixo.
- Aqui embaixo?- Perguntei.
- Antes de construir a cidade, havia uma mina aqui, bem na época colonial, eu acho.
- Como sabe disso, e como sabe que Trent foi capturado e como sabe sobre esta seita?
Ele engoliu um seco e disse:
- Talvez não acredite agora, mas eu faço parte de uma organização de matadores de aluguel e eu estou pago para achar possíveis selecionados, como vocês.
- Quem te paga?
- Sangue morto.
- Então por que esta nos ajudando, porra?- Questionou Katrina.
- Já fiz muitas coisas ruins nesse mundo e eu não quero ser visto por maus olhos pelo criador na hora do juízo final, então vou ficar do lado de quem esta do lado dele.
Fui até ele estendi minha mão e disse:
- Sou James Birth.
- Marcus, e esta é Senadora.- Respondeu ele, apontando para a cadela que estava sentada do lado dele.
Olhamos para Katrina e ela disse, levantando um pouco o antebraço:
- Katrina Oliveira.
Capitulo 5
Katrina olhou para Marcus, com um pouco de repugnância, e questionou:
- Onde é a entrada da mina?
- Tem um museu histórico nessa cidade, certo? Deve ser lá.
- Eu ja fui lá algumas vezes, não tem nenhuma mina.
- Você deve ter procurado no térreo.
- Porra, o museu só tem um andar, não nada para cima.
- Mina são subterrâneas.- Informei.
- Mas se eu nunca vi a entrada da mina, ela deve estar em algumas das salas seguras, que caso vocês não saibam esta encharcada de guardas!
- Você pode prever que sala tem guardas, assim podemos criar uma estratégia antecipada.- Disse Marcus.- E Senadora pode cuidar dos guardas.
- Como uma cadelinha pode "cuidar" de guardas armados?!- Indagou Katrina, impaciente.
- Ela pode queima-los.
Eu e Katrina ficamos pensativos e curiosos em como Senadora podia quimar os guardas, então eu disse:
- Não entendo gírias brasileiras.
- Quem falou em gírias?
- Não vou acreditar que seu cachorro queima pessoas, porra, essa eu só acredito vendo!- Indagou Katrina.
- Vamos "pro" museu de madrugada, então eu te mostro.
~Pouco depois das duas horas da manhã~
Quando chegamos na frente do museu, Marcus nos disse o que fazer, então Katrina se aproximou da porta, tampou o olho direito com a mão. Nesse momento a iris e a pupila de seu olho esquerdo diminuíram drasticamente e tomaram o tamanho normal, mas em forma de uma cruz anticristo. Ela ficou imóvel observando as múltiplas possibilidades. Marcus se aproximou de mim e sussurrou:
- Além de bonita, ela também é muito habilidosa.
- Eu gostaria de prever o futuro.
- Certas coisas você nem precisa.
- Huh?
- Eu também já fui adolescente, James e esta muito na cara que ela esta doida por você.
- Fala sério, nos conhecemos hoje.
Katrina virou para nós, dizendo:
- Tem três guardas no salão principal, mas quando entrarmos viram mais 2 de cada comodo que da acesso direto ao salão, e se James for primeiro vai levar um tiro. Marcus terá que ir na frente, assim ele desviará do tiro, enquanto James bate nos que vierem.
- Eu sou o único aqui que não faz nada de mais, por que eu tenho que "bater nos que vierem" ?
- Como assim não faz nada? - Questionou Katrina - Então o que é isso no seu braço?
- Uma tatuagem normal, não é.- Acrescentou Marcus.
- Podem ir na frente, eu insisto.- Disse sem jeito.
- Faça o que quiser, estamos entrando.
Marcus, com um chute, levou a porta até o chão, pegou uma pistola do cinto e deu um tiro em dois dos guardas bem rapidamente. Katrina fechou o olho direito preveu alguns segundos, abateu os guardas restantes com socos bem precisos e sempre desviando na hora certa, ela previa seus movimentos. Por causa do barulho os , referidos anteriormente, doze guardas apareceram, e eu não fazia ideia do que fazer.
Capitulo 6
Três dos guardas vieram na minha direção, então Marcus apontou para os guardas na minha frente e gritou para Senadora:
- FOGO!
No mesmo instante ela abriu bem a boca e do fundo de sua garganta saiu uma pequena bola de fogo que foi crescendo até chegar nos guardas e explodir em chamas, na minha frente. Depois que o fogo "evaporou" no ar uma pistola caiu em meus pés e Katrina disse, dando um soco no ultimo guarda de pé:
- Agora você pode fazer alguma coisa.
Peguei a arma do chão e a analisei, era uma pistola 9mm. A mostrei para Marcus e perguntei:
- Como eu uso isso?
- Você nunca viu filmes de ação? Mire e atire.
Katrina foi até a porta e começou a prever o futuro novamente. Marcus tirou o cinto de um dos guardas e me deu:
- Toma, usa isso para colocar a arma.
Coloquei o cinto em volta da minha calça, e um lado dele ficou meio abaixado pelo peso da arma, Katrina virou para nós e disse, enquanto pupila e sua iris voltavam ao normal:
- Ja estou ficando cansada, James, assim que entrar você "tem que" mirar para sua esquerda, esperar dois segundos e atirar.
Ela abriu a porta e todos corremos para dentro. Imediatamente olhei para a minha esquerda, empunhei a pistola, e a ergui para frente. Dois guardas surgiram de um corredor correndo em minha direção,e outros foram na direção de Marcus e de Katrina, mas eu não prestei muita atenção. No instante em que terminei de contar os dois segundos, os dois guardas alinharam suas testas, uma atras da outra, em um pequena fração de segundo e sem hesitar puxei o gatilho, e a bala disparou para a testa do guarda, a atravessando e perfurando a do segundo guarda. Foi tudo muito rápido, os dois caíram no chão ainda de olhos abertos.
Marcus me olhou surpreso e Katrina sorriu, já sabendo o que ia acontecer, mas também demonstrando estar surpresa. Eu respirei fundo, não acreditando no que tinha feito:
- I just killed two guys? Fuck!(Eu acabei de matar dois caras? Caralho!)
- Não precisa ficar se exibindo.- Disse Katrina apontando para os corpos no chão.- Mas devo admitir, tinha previsto isso, mas ver ao vivo foi bem melhor do que eu imaginava.
Marcus, enquanto analisava um mapa do museu que tinha na parede, informou:
- Tem uma porta que leva direto para a mina, mas esta fechado.
- Então não podemos entrar. - disse guardando a arma no cinto folgado.
- O que nos impede? - Indagou Katrina cruzando os braços. - Senadora cospe fogo, do que mais precisamos?
Ela e Marcus riram juntos, porém, eu não pude fazer o mesmo, talvez ainda não tinha caído a ficha de que tinha matado dois caras. Katrina rapidamente ficou seria e disse preocupada:
- Temos que achar Trent logo, algo pode acontecer com ele.
Marcus apontou para uma escada sem nada dizer, todos sabiam que aquilo dava acesso a mina e a nosso objetivo.
Capitulo 7
Subimos a escada bem rápido e chegamos a entrada da mina: Um tipo de caverna com varias tabuas de madeira, claramente colocadas la de improviso. Apos Marcus apontar para as tabuas, Senadora cuspiu uma bola de fogo que, quase instantaneamente, deu fim a barreira. entramos pelo túnel de terra que depois de uns metros a escuridão começou a crescer até nos impossibilitar de ver algo. Percebi que no meu cinto havia uma pequena lanterna, eu a empunhei e liguei. Aluz que ela emitia era bem fraca, estava quase sem baterias então Katrina disse:
- E agora?
Bati na lanterna com a esperança de que a luz ficasse mais forte, mas sem querer deixei-a cair no chão, iluminando uma estrutura de ferro com vários botões e uma enorme alavanca:
- Isso pode ligar as luzes da mina- Disse Marcus indo em direção a "mesinha". Ela soprou e muito poeira subiu.- Ilumine aqui.- Coloquei a lanterna próxima da alavanca, e Marcus a puxou com toda a força, mas nada aconteceu.
- Vamos ter que ficar com essa lanterninha mesmo?- Indagou Katrina.
Marcus olhou para Senadora e depois para o túnel escuro, dizendo:
- Tomara que não tenha nada inflamável, FOGO!
E com a bola de fogo todo o caminho se iluminou por um instante, revelando uma silhueta humana nos observando, que rapidamente sumiu na escuridão que voltou a tomar conta do local. Assustado eu gritei:
- Tem alguém ai?
- Você realmente espera uma resposta?!- Questionou Katrina bem baixinho.
- Não custa tentar.
A silhueta se moveu em nossa direção e parou, dizendo com uma voz masculina:
- Ja estavam demorando, que tipo de amigos são vocês? E o que esta fazendo aqui Senador? Eu não te paguei para ajuda-los!
Me virei para Marcus e perguntei:
- Senador?
- Depois eu explico.- Respondeu rapidamente, sem tirar os olhos do homem.
Pisquei, tentando forçar minha vista para enxergar naquela escuridão, e percebi por que esta difícil ver o homem, ele estava com um sobretudo preto e um capuz, que tornava visível somente seu queixo e parte do nariz. O homem tirou o capuz e revelou um rosto extremamente pálido e com um cabelo bem longo e escuro. Ele sorria insanamente enquanto observava Katrina dos pés a cabeça. Incomodada com aquilo, ela questionou:
- O que foi?
- Você já viu uma granada de perto? Fariam um grandes estrago nesse seu corpo delicioso.
-Pare com isso, Les!- Exclamou Marcus empunhando a arma.
- Não precisa ficar assim, eu juro que vai ser rápido, mas não indolor...
Les levantou o antebraço direito e, flutuando em sua mão, surgiu uma pequena labareda de fogo que logo se tornou maior e tomou forma redonda. Era uma bola de fogo que flutuava em sua mão:
- Como isso é possível?- Perguntei meio fascinado.
- Você pode fazer também, olha para seu braço.- Disse, Les desafiador.
Ele arremessou a bola de fogo na nossa direção e em um ato reflexo Marcus ordenou que Senadora lançasse a bola de fogo mais uma vez, que se chocou com o fogo inimigo causando um enorme estrondo momentâneo. Quando o fogo se apagou, Les havia sumido. Só nos restava seguir em frente.
Capitulo 8
Me virei para Marcus e perguntei:
- Como ele fez isso?
- Quando alguém entra para a Dead Blood, recebe um "dom" para auxiliar na hora da matar.
- Para que matar?
- Caso os membros não o façam são consumidos pelo próprio corpo até se desfazerem por completo.
- Não importa - Começou Katrina- Da próxima vez que ver esse tal de Les, preverei seus movimentos. Estaremos na vantagem.
Observei o resto do túnel atentamente e choraminguei:
- Não. Eu não posso ir. Mesmo que tenhamos armas e que Katrina possa prever o futuro, eu não posso ir, se esse cara pode lançar bolas de fogo, o que podem fazer os outros?
- Temos que resgatar Trent.- Respondeu Katrina. mesmo! É mesmo! Eu tinha me esquecido completamente de Trent:
- Então nós temos que ir.
Marcus já estava bem mais adiantado que eu e Katrina e gritou para nós:
- Aqui o túnel se divide em vários, mas pode ser perigoso irmos sozinhos, então iremos eu e Senadora por um e vocês dois por outro.
Eu e Katrina concordamos e nos dirigimos ao inicio do túnel, olhamos para Marcus e começamos a andar túnel a dentro com a escuridão ficando cada vez mais densa. O texto a seguir vai estar em azul pois foi escrito por Marcus:
Eu e Senadora seguimos para frente sem hesitar. Ela cheirava o chão constantemente, tentando achar a localização de Les:
- Continue procurando, e se achar um cheiro de um estranho me avise. - Ela continuou farejando sem me dar atenção - Você nem entende o que eu falo (¬¬').
Senadora parou subitamente e manteve o olhar fixo para uma das ramificações do túnel, e uma voz se seguiu:
- Sentiu meu cheiro?
- FOGO!
E Senadora cuspiu uma bola de fogo na direção da voz ,que apesar de ter errado, revelou um homem que também usava um sobretudo negro, mas ao contrário de Les, não fazia questão do capuz e exibia um sorriso até meio psicopata. Nos encaramos por um instante e ele gritou exibido, apontando para si mesmo:
- Antes que pergunte, eu sou Be e vou te matar hoje mesmo!
Meio cativado com seu desafio, eu indaguei empunhando a pistolo:
- Tente!
Be abriu um sorriso mais largo ainda, ele levou sua mão fachada para trás e das costas dela surgiu um feixe de chama que cresceu e tomou forma de uma engrenagem enorme e pontiaguda, totalmente recoberta de chamas. ele jogou o braço para frente, arremessando a engrenagem na minha direção em alta velocidade. Com um salto para o lado desviei do enorme objeto que logo se desfez no ar. Antes que pudesse mirai em Be, ele formou outra engrenagem flamejante nas costas de sua mão, e preparou para lança-la dizendo:
- Quer que eu tente outra vez?
Olhei para Senadora que estava do meu lado e sussurrei:
- Estratégia dois dois.
Ela cuspiu uma bola de fogo que Be desviou sem esforço, porém quando a fumaça da explosão se foi ele ja não nos tinha em seu campo de visão, exatamente como eu queria. Senadora apareceu atras dele e mordeu seu braço direito, então ele se virou para golpe-la com outro braço, nesse instante surgi em sua frente e, com as duas mãos, empurrei sua cabeça para o chão com toda a minha força.Eu e Senadora o observamos caído no chão ofegantes e enquanto ele gemia de dor alisando a cabeça, eu disse vitorioso:
- Agora você só precisa tentar se levantar, o que só ira acontecer quando a dor de cabeça passar, então...
-EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ ESTRAGAR NOSSA PROVAÇÃO!- Gritou, Be furioso
- Provação? - Coloquei meu pé sobre sua cabeça, acentuando a dor e perguntei - Que provação?
- Ai, ai. É hoje que nós provaremos se podemos entrar para a Dead Blood.
- Então por isso Les me contratou, vocês querem tudo na mão. Fique aqui enquanto eu estraga a provação de vocês.
Chamei Senadora e começamos a andar seguindo na ramificação do túnel.
Capitulo 9
Ouvi um ruido estrando do meu lado, quando olhei um tênis veio na direção do meu rosto e antes que pudesse fazer algo ele me acertou me fazendo cair para trás desnorteado. quando olhei, com visão turva, vi Les agarrar Katrina por trás e apontar uma faca em seu pescoço e sussurrando:
- Seu nome é Katrina certo? - Ele lentamente alisou a língua na ponta da orelha dela - Vou contar cada parte do seu lindo corpo.
Enquanto deitado no chão, peguei a pistola e apontei para ele com mãos trêmulas. Ele aproximou mais a faca do pescoço de Katrina e disse:
- Tem certeza de que quer fazer isso?
O medo tomou conta do meu corpo, comecei a suar, sem saber o que fazer. Katrina deu uma cotovelada o estômago de Les e saiu de sua frente, o deixando totalmente indefeso. Rapidamente me levantei e parti em sua direção com o punho direito fechado, me preparando para soca-lo. De repente em cima da minha tatuagem se materializou uma cruz idêntica, porém com a ponta mais longa, e emitindo uma luz branca quase cegante. A cruz encostou em seu peito e eu continuei a avançar fazendo ela atravessar o corpo de Les e quando encostei meu punho nele, dei um grito e com muito esforço, fiz um impulso suficiente para faze-lo ir para tras, se desiquilibrar e cair no chão, enquanto sangue saia de seu peito.
Katrina se virou para mim e disse:
- Você "canseguiu"!
- Então era real? Eu realmente tenho uma marca de deus?!
- Não pense que isso foi o bastante para me deter! - Disse Les tentando se levantar, mas Katrina deu um chute em seu rosto que o fez cair novamente, agora inconsciente.
Eu olhei para o túnel sorridente e disse:
- Vamos! Podemos encontrar alguém no caminho.
- Agora você vai matar todo mundo que ver pela frente, só por que uma cruz flutua no seu braço?
- Matar? Não exagere.
Comecei a andar, quase correndo, deixando Katrina para trás.
...
Depois de um tempo caminhando, chegamos a uma porta dupla feita de uma madeira bem desgastada, mas antes que pudesse empurra-la Katrina segurou no ombro e advertiu:
- Calma, deixa eu ver o quem ai do outro lado. - Ela começou a prever o futuro, mas rapidamente parou e continuou - Nada de mais, só paredes de fogo.
- Paredes de fogo!?
- É. O tal que Marcus falou. O cara cria paredes de fogo próximo as mãos.
Ela empurrou a porta com força. Era uma sala longa com paredes de concreto, varias tochas nelas, e no final da sala um trono com um cara misterioso sentado nele. Ao lado do trono havia uma cadeira simples, e uma mesinha na frente, quem estava sentado nessa cadeira era um jovem branco e de cabelos loiros. Estava bem longe, mas podia ver que tinha uma bandeira gay tatuada no ombro direito do jovem, que ficava escrevendo num papel sem parar, enquanto tampava os olhos. Um homem de sobretudo e capuz que estava ajoelhado perante ao trono se levantou bruscamente e olhou para eu e Katrina. Eu sussurrei:
- é ele que vai fazer as paredes de fogo?
- Exatamente, e ele vai primeiro em você, eu vou naquele cara no trono.
Eu assenti e quando o homem de capuz correu a andar na nossa direção, Katrina correu para o trono. Eu deixei meu antebraço rígido e meu punho fechado, me preparando para materializar aquela cruz novamente. Quando o homem se aproximou de mim a cruz apareceu, flutuando acima do meu braço, e eu a joguei contra o encapuzado que logo parou de correr e criou chamas que formaram uma parede em sua frente, que impediu a cruz de prosseguir. A cruz reluzente sumiu no ar e eu fiquei ali parada sem saber o que fazer novamente, e ele comentou.
- Vejo que não esta inseguro - a parede de fogo sumiu - patético, á propósito, meu nome é Ca. tenho certeza que você morrerá aqui então prazer em conhece-lo...
- Como assim? Não vou te dizer meu nome!
- Como quiser.
Capitulo 10
Sem nem olhar para trás, Ca criou uma parede de fogo, somente mexendo as mãos, na frente do trono. Isso fez Katrina parar, ela deu a volta e foi bloqueada por outra parede flamejante, ela se virou para Ca e exclamou:
- Pode parar com isso?
- Hehehe, acho que não.- Disse ele se virando para Katrina que logo fechou o olho direito - Então você quer um mano-a-mano?
E Katrina sorrio, o chamando para a batalha.
Com um movimento dos dedos quatro paredes de fogo se formaram em volta de mi, eu era somente um espectador. Depois de ficar frente com Katrina outras paredes se criaram, formando uma arena em volta deles. Ca correu em direção a Katrina bem rápido e diferiu um chute que iria acertar sua orelha, mas ela colocou a mão na frente e segurou seu pé, o puxou para baixo, fazendo Ca ficar inclinado para baixo e Katrina dar uma joelhada em seu queixo. Ele caiu no chão, se recompôs e disse:
- Isso é trapaça.
Ele se levantou e criou duas paredes que flutuaram próximas de suas mãos e seguiam seus movimentos.
Katrina começou a prever novamente, e Ca investiu uma das paredes para cima dela, Katrina se abaixou e deu uma rasteira em Ca que caiu novamente. Já impaciente ele se levantou e lançou as duas paredes contra Katrina. Ela desviou das duas com facilidade, sacou uma pistola, que havia pego de um dos guardas e apontou para Ca dizendo:
- Agora você perdeu.
Ca desfez as paredes que formavam a arena e as que me aprisionavam, aceitando a derrota, mas disse:
- Só protejam meu irmão
Ele apontou para o jovem sentado ao lado do trono. E de repente com um alto estrondo um buraco se abriu na parede, do fundo dele surgiram Senadora e Marcus,que segurava Trent nas mãos e disse:
- Você acertou Senadora!
Depois de Katrina mexer a cabeça, aceitando o pedido de Ca, ele sacou de um bolso um um pequeno painel de controle com uma antena. Ele apertou um botão, e de repente ouvimos varias explosões e o teto do longo comodo começou a se despedaçar e cair no chão. Ca correu para o homem que estava sentado no trono, e quando encostou seu punho fechado em seu rosto os dois desapareceram deixam o trono e o chão em volta rachados.
Katrina correu, pegou na mão que rapaz que estava em frente a mesinha que com força levantou-o e carregou até mim gritando:
- Onde é a saída?!
Eu rapidamente me virei e comecei a voltar todo caminho que tínhamos percorrido, seguido de Katrina, Marcus e Senadora. Quando saímos da mina uma das explosões destruiu a entrada, fazendo varias rochas tamparem a entrada. Todos olharam para o irmão de Ca, ele estava muito magro, e usava somente uma calça velha e desgastada. Então percebi que Trent estava desmaiado.
O irmão de Ca, que estava com os olhos meio abertos, disse exausto:
- E-estou com muita fome.
- vamos para casa logo, Trent poderá descansar e ele vai poder comer.
...
Depois que chegamos na lanchonete subimos para o segundo andar onde tinham três quartos e um banheiro. Todos jantamos, menos o irmão de Ca, que desmaiou no caminho.Trent e o irmão de Ca ficaram num quarto, Marcus e Senadora em outro e eu e Katrina ficamos no terceiro.
Depois de tomar um banho e ficar somente de cueca (nem tinha levado roupas) entrei no quarto e Katrina estava deitada em uma cama de casal, ela me viu e disse:
- Só tem uma cama.
- We must? Devemos dormir juntos?
- Por que fala inglês as vezes?
Me deitei do lado dela tentando não demonstrar estar nervoso e prossegui a conversa:
- É a minha linguá natal, acho que quando estou nervoso "esqueço" de falar português.
- Toma, se cobre- Disse ela me mostrando o edredom em que estava coberta. como a cama ele também era de casal. - Por que sabe português? Os americanos não nos odeiam?
Me cobri e disse:
- Não, não todos. É que eu estava fazendo faculdade de turismo e o movimento de brasileiros la é cada vez maior.
Ficamos um tempo em silêncio e eu disse:
- Marcus disse que você gosta de mim, is this true? (isso é verdade?)
Fiquei esperando a resposta, mas percebi que ela já estava dormindo e pensei "fica para a próxima".
Capitulo 11
Acordei no meio da madrugada, ainda me custava acreditar que tudo aquilo tinha acontecido. Me levantei da cama, com cautela, para não acordar ninguém. No corredor em direção ao banheiro vi Marcus deitada em uma cama inflável e Senadora ao seu lado no chão. Como ele estava agora com um short pude ver que ele não tinha a perna esquerda e do lado de Senadora tinha uma prótese de perna.
Ao amanhecer abri os olhos devagar e Katrina já não estava do meu lado. Me levantei ainda meio sonso, ouvi varias vozes vozes vindas do quarto onde acomodamos o irmão de Ca, me dirigi até la e todos estavam ao lado da cama, porém, Marcus estava usando uma calça novamente. Trent percebeu a preocupação de todos e resmungou:
- Por que essa preocupação?! Eles me trancaram numa jaula!
- Seus dedos não estão inchados de tanto escrever. - Retrucou Katrina que olhou para mim e disse sorridente:
- Bom dia.
- O que? - começou Trent - Até com ele? A quanto tempo nos conhecemos?
Ao amanhecer abri os olhos devagar e Katrina já não estava do meu lado. Me levantei ainda meio sonso, ouvi varias vozes vozes vindas do quarto onde acomodamos o irmão de Ca, me dirigi até la e todos estavam ao lado da cama, porém, Marcus estava usando uma calça novamente. Trent percebeu a preocupação de todos e resmungou:
- Por que essa preocupação?! Eles me trancaram numa jaula!
- Seus dedos não estão inchados de tanto escrever. - Retrucou Katrina que olhou para mim e disse sorridente:
- Bom dia.
- O que? - começou Trent - Até com ele? A quanto tempo nos conhecemos?
Katrina não o respondeu, somente o encarou expressando dizer:"Seu chato!". Cocei meu olho e perguntei:
- Ele já acordou?
- Não - disse Marcus - Mas terá que acordar, eu não achei nada com ele, CPF, carteira de identidade, certidão de nascimento, nada que comprove que ele exista.
De repente minha barriga roncou alto, não tinha comido nada desde que sai do aeroporto de São Diego. Katrina disse:
- Também estou com fome.
- O que?! - Indagou Trent novamente - Meu estômago esta roncando a um tempão enquanto James dormia e você não mexeu um músculo! - Katrina passou por mim me puxando pelo braço até a cozinha e Trent continuou - Já vi que não tenho mais direitos nessa casa!
Marcus deu um tapinha em seu ombro, dizendo:
- Vai acorda-lo.
Depois de comer pelo menos uns seis salgados e quatro copos de suco me senti satisfeito. Todos comeram até ouvirmos um grunhidos do quarto. O irmão de Ca havia acordado, Marcus foi o primeiro a entrar no quarto seguido de Senadora. Ele logo que viu os olhos do irmão de Ca abertos perguntou:
- Qual o seu nome?
E ele respondeu com os lábios trêmulos:
- Felipo.
E percebendo o desgaste do rapaz, Marcus disse a Trent:
- Ele esta com fome, traga algo.
Ele foi rápido a cozinho e voltou com um copo de água que estendeu a Marcus, que disse:
- Eu disse fome, não sede.
-pega logo.
Marcus levantou um pouco a cabeça de Felipo e encostou o copo nos lábios dele. Ele bebia a água bem lentamente, parecia saboreá-la. Depois de beber tudo ele disse meio tristinho:
- O meu irmão. Ele...?
-Não sabemos.
Felipo respirou fundo e disse:
- Tudo bem, isso poderia acontecer a qualquer momento, afinal ele estava na Dead Blood. - Ele olhou para todos nós e continuou - Ele disse que se ele morresse eu deveria ir para o Rio de Janeiro. Ele disse que lá tem amigos que podem me ajudar.
Marcus entregou o ultimo salgado que havia pronto e entregou e Felipo, depois disso chamou eu, Katrina e Trent para o quarto e sussurrou:
- Vocês acreditam nele?
- Como confiar em alguém da Sangue Morto? - Indagou Katrina.
- Devemos perguntar para ele por que estava lá, alguém viu alguma tatuagem nele? - Eu disse, logo sendo respondido por Trent:
- Tirando aquela bandeira gay?! Isso é uma vergonha para a humanidade!
Katrina levantou os olhos com desprezo e Marcus disse:
- Isso não vai chegar a lugar nenhum, vou perguntar a ele.
Marcus foi até o quarto e perguntou a Felipo:
- Seu irmão era da Sangue Morto, você também...
- Não. Quando meu irmão descobriu que sou medium, ele me fez ficar naquela cadeira recebendo a mensagem do líder deles, em troca me protegeriam.
Após eu ouvir isso perguntei:
- Mas mediuns só se comunicam com mortos.
- Exatamente, um demônio se apoderou do corpo do líder e deixou seu corpo em um tipo de estado vegetativo. Morto, mas conservado. Demônios não podem vir para nosso plano, eles devem usar um ser como ponte, assim quando necessário ele possui o corpo, mas quando isso não acontece ele usa mediuns para se comunicar, existem vários aprisionados, como eu, ou por vontade própria.
Trent entrou no quarto dizendo:
- A, que ótimo um espirita,a religião católica é a unica certa!! - Então ele começou a falar com deboche - Mas já que eu sei que você vai continuar na religião errada, pode nos dizer quem é esse "Líder", que para você não é Deus?
- Ele é Thomas Rolkins.
No instante em que ele falou isso coloquei a mão na boca, e se você prestou atenção na historia deve ter ficado surpreso também, para quem não lembra Rolkins é o meu sobrenome.
Capitulo 12
Trent continuou resmungando, mas naquele momento tudo a minha volta sumiu. Então meu pai realmente não fez essa tatuagem em mim, não é possível, se ele é mesmo o líder da Dead Blood. Minha mãe sabe disso? Interrompi as reclamações de Trent perguntando a Felipo:
- He had kids( Ele tinha crianças)?!?
Capitulo 12
Trent continuou resmungando, mas naquele momento tudo a minha volta sumiu. Então meu pai realmente não fez essa tatuagem em mim, não é possível, se ele é mesmo o líder da Dead Blood. Minha mãe sabe disso? Interrompi as reclamações de Trent perguntando a Felipo:
- He had kids( Ele tinha crianças)?!?
- Eu acho sim, um menino. Antes de se tornar o líder da Sangue Morto.
- Isso pode soar estranho, mas...
- O conhece? - Perguntou Marcus
- Acho que pode ser que por alguma possibilidade ou sei lá, ele seja meu pai.
- O que? - Começou Trent - Seu pai é o líder de uma seita satânica?
- impossível - disse Felipo - , a mãe da criança foi assassinada enquanto estava gravida, então o bebê adoeceu.
Sem nada dizer, desci as escadas, sai da lanchonete e me sentei no meio fio. Talvez meu pai tenha forjado a morte da minha mãe e minha, isso explica por que minha mãe evita falar do meu pai. Katrina ficou de pé ao meu lado e disse:
- Você ainda não tem nenhuma prova disso.
- Esta dizendo isso para me acalmar.
- Funcionou?
- Nem um pouco.
- Tudo bem, vamos mata-lo.
- Você fala em morte com tanta naturalidade.
- Acho que já estou acostumada com isso. - Fiquei sem reação, então ela disse - é uma longa historia.
O trecho a seguir é narrado por Katrina:
Eu tinha apenas nove anos e minha irmã, Isabel, doze. Eu, minha irmã, meu pai e minha mãe estávamos andando pela rua, quando de dentro de um carro saíram vários homens carecas que ao verem nossos pais de mãos dadas, sacaram vários socos inglês, e começaram a espancar meus pais. Todos na rua se afastaram, eu permaneci parada agarrada a minha irmã enquanto meu pai, já caído no chão, mandava nós irmos embora dali. Quando minha mãe também caiu no chão um manino de uns oito anos apareceu com cruzes brilhantes nas churréias. O menino correu e começou a atingir os homens carecas com as cruzes reluzentes.
Depois de todos os agressores estarem caídos no chão junto de poças de seu sangue, o menino estendeu a mão para mim e para minha irmã dizendo:
- "Faça para os outros o que gostaria que gostaria que fizessem para você."
Minha irmã não o deu satisfações, somente se abaixou próxima a nossos pais. Eles já estavam mortos.
Uma lágrima caiu dos olhos de Katrina de pois de me dizer tudo isso, ela se levantou do meio-fio, enxugando os olhos, e disse:
- Não quero mais falar sobre isso.
Ela se foi até a lanchonete, onde eu vi Marcus vindo na minha direção. Katrina ainda não havia terminado a historia, mas eu já tinha percebido que o garoto que as salvou foi Trent. Ainda estava um pouco curioso, mas era melhor não tocar no assunto agora. Marcus olhou para Katrina, com cara de dúvida e se virou para mim perguntando baixinho, enquanto se aproximava:
- O que aconteceu com ela?
- Ela estava lembrando de umas coisas ruins.
Ele se abaixou e disse:
- Eu e Felipo vamos para o Rio de Janeiro.
- Você esta me convidando para ir também?
- Eu confesso que estou bem curioso para saber se seu pai é mesmo quem você acha que é.
Eu também estava, não por meu pai poder ser líder de uma seita, mas eu nunca tinha visto ele, e além do mais, ir ao Rio de Janeiro já era meu plano, não iria ter diferença nenhuma. Mas ainda estava curioso para saber o final da história que Katrina começou a contar, o que era mais importante? Ainda meio indeciso, eu disse:
- Vou esperar alguém da empresa de voo ligar, quando vocês dois vão?
- Eu pretendo ir amanhã de manhã.
Ótimo, tinha um dia para decidir se iria para o Rio de Janeiro ou não. Subi as escadas novamente e encontrei Katrina sentada na cama do quarto em que nós dormimos, ela estava olhando para o nada, meio pensativa. Me aproximei devagar e rapidamente ela virou o olhar para mim, e eu fiquei meio sem saber se sorria ou não, mas ela quebrou o silencio:
- Me desculpe. Eu não devia ter começado a chorar.
Me sentei ao seu lado e disse:
- Esta tudo bem, as vezes eu também sinto vontade de chorar quando começo a pensar no meu pai.
Katrina se moveu um pouco para perto de mim e agarrou meu braço, colocou a cabeça em meu ombro e deixou as lágrimas escorrerem para fora de seus olhos, mas sem gemer muito alto. Meu braço envolveu suas costas e ela disse:
- Sabe, eu e minha irmã eramos bem jovens, nós fomos forçadas a crescer.
- O menino que matou os caras carecas era Trent, não é?
- Agora já sabe por que eu o aturo.
- Acho que vou para o Rio de Janeiro, obrigado porme deixar dormir aqui.
Ela segurou meu braço mais forte, mas assim que percebeu o soltou e disse:
- Por que? - E antes que eu respondesse - Tudo bem, obrigado por ter salvado Trent.
- Isso pode soar estranho, mas...
- O conhece? - Perguntou Marcus
- Acho que pode ser que por alguma possibilidade ou sei lá, ele seja meu pai.
- O que? - Começou Trent - Seu pai é o líder de uma seita satânica?
- impossível - disse Felipo - , a mãe da criança foi assassinada enquanto estava gravida, então o bebê adoeceu.
Sem nada dizer, desci as escadas, sai da lanchonete e me sentei no meio fio. Talvez meu pai tenha forjado a morte da minha mãe e minha, isso explica por que minha mãe evita falar do meu pai. Katrina ficou de pé ao meu lado e disse:
- Você ainda não tem nenhuma prova disso.
- Esta dizendo isso para me acalmar.
- Funcionou?
- Nem um pouco.
- Tudo bem, vamos mata-lo.
- Você fala em morte com tanta naturalidade.
- Acho que já estou acostumada com isso. - Fiquei sem reação, então ela disse - é uma longa historia.
O trecho a seguir é narrado por Katrina:
Eu tinha apenas nove anos e minha irmã, Isabel, doze. Eu, minha irmã, meu pai e minha mãe estávamos andando pela rua, quando de dentro de um carro saíram vários homens carecas que ao verem nossos pais de mãos dadas, sacaram vários socos inglês, e começaram a espancar meus pais. Todos na rua se afastaram, eu permaneci parada agarrada a minha irmã enquanto meu pai, já caído no chão, mandava nós irmos embora dali. Quando minha mãe também caiu no chão um manino de uns oito anos apareceu com cruzes brilhantes nas churréias. O menino correu e começou a atingir os homens carecas com as cruzes reluzentes.
Depois de todos os agressores estarem caídos no chão junto de poças de seu sangue, o menino estendeu a mão para mim e para minha irmã dizendo:
- "Faça para os outros o que gostaria que gostaria que fizessem para você."
Minha irmã não o deu satisfações, somente se abaixou próxima a nossos pais. Eles já estavam mortos.
Uma lágrima caiu dos olhos de Katrina de pois de me dizer tudo isso, ela se levantou do meio-fio, enxugando os olhos, e disse:
- Não quero mais falar sobre isso.
Ela se foi até a lanchonete, onde eu vi Marcus vindo na minha direção. Katrina ainda não havia terminado a historia, mas eu já tinha percebido que o garoto que as salvou foi Trent. Ainda estava um pouco curioso, mas era melhor não tocar no assunto agora. Marcus olhou para Katrina, com cara de dúvida e se virou para mim perguntando baixinho, enquanto se aproximava:
- O que aconteceu com ela?
- Ela estava lembrando de umas coisas ruins.
Ele se abaixou e disse:
- Eu e Felipo vamos para o Rio de Janeiro.
- Você esta me convidando para ir também?
- Eu confesso que estou bem curioso para saber se seu pai é mesmo quem você acha que é.
Eu também estava, não por meu pai poder ser líder de uma seita, mas eu nunca tinha visto ele, e além do mais, ir ao Rio de Janeiro já era meu plano, não iria ter diferença nenhuma. Mas ainda estava curioso para saber o final da história que Katrina começou a contar, o que era mais importante? Ainda meio indeciso, eu disse:
- Vou esperar alguém da empresa de voo ligar, quando vocês dois vão?
- Eu pretendo ir amanhã de manhã.
Ótimo, tinha um dia para decidir se iria para o Rio de Janeiro ou não. Subi as escadas novamente e encontrei Katrina sentada na cama do quarto em que nós dormimos, ela estava olhando para o nada, meio pensativa. Me aproximei devagar e rapidamente ela virou o olhar para mim, e eu fiquei meio sem saber se sorria ou não, mas ela quebrou o silencio:
- Me desculpe. Eu não devia ter começado a chorar.
Me sentei ao seu lado e disse:
- Esta tudo bem, as vezes eu também sinto vontade de chorar quando começo a pensar no meu pai.
Katrina se moveu um pouco para perto de mim e agarrou meu braço, colocou a cabeça em meu ombro e deixou as lágrimas escorrerem para fora de seus olhos, mas sem gemer muito alto. Meu braço envolveu suas costas e ela disse:
- Sabe, eu e minha irmã eramos bem jovens, nós fomos forçadas a crescer.
- O menino que matou os caras carecas era Trent, não é?
- Agora já sabe por que eu o aturo.
- Acho que vou para o Rio de Janeiro, obrigado porme deixar dormir aqui.
Ela segurou meu braço mais forte, mas assim que percebeu o soltou e disse:
- Por que? - E antes que eu respondesse - Tudo bem, obrigado por ter salvado Trent.

Ta Legal a história, Aqui é o Arthur, continua Ela
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