Capitulo 9
Ouvi um ruido estrando do meu lado, quando olhei um tênis veio na direção do meu rosto e antes que pudesse fazer algo ele me acertou me fazendo cair para trás desnorteado. quando olhei, com visão turva, vi Les agarrar Katrina por trás e apontar uma faca em seu pescoço e sussurrando:
- Seu nome é Katrina certo? - Ele lentamente alisou a língua na ponta da orelha dela - Vou contar cada parte do seu lindo corpo.
Enquanto deitado no chão, peguei a pistola e apontei para ele com mãos trêmulas. Ele aproximou mais a faca do pescoço de Katrina e disse:
- Tem certeza de que quer fazer isso?
O medo tomou conta do meu corpo, comecei a suar, sem saber o que fazer. Katrina deu uma cotovelada o estômago de Les e saiu de sua frente, o deixando totalmente indefeso. Rapidamente me levantei e parti em sua direção com o punho direito fechado, me preparando para soca-lo. De repente em cima da minha tatuagem se materializou uma cruz idêntica, porém com a ponta mais longa, e emitindo uma luz branca quase cegante. A cruz encostou em seu peito e eu continuei a avançar fazendo ela atravessar o corpo de Les e quando encostei meu punho nele, dei um grito e com muito esforço, fiz um impulso suficiente para faze-lo ir para tras, se desiquilibrar e cair no chão, enquanto sangue saia de seu peito.
Katrina se virou para mim e disse:
- Você "canseguiu"!
- Então era real? Eu realmente tenho uma marca de deus?!
- Não pense que isso foi o bastante para me deter! - Disse Les tentando se levantar, mas Katrina deu um chute em seu rosto que o fez cair novamente, agora inconsciente.
Eu olhei para o túnel sorridente e disse:
- Vamos! Podemos encontrar alguém no caminho.
- Agora você vai matar todo mundo que ver pela frente, só por que uma cruz flutua no seu braço?
- Matar? Não exagere.
Comecei a andar, quase correndo, deixando Katrina para trás.
...
Depois de um tempo caminhando, chegamos a uma porta dupla feita de uma madeira bem desgastada, mas antes que pudesse empurra-la Katrina segurou no ombro e advertiu:
- Calma, deixa eu ver o quem ai do outro lado. - Ela começou a prever o futuro, mas rapidamente parou e continuou - Nada de mais, só paredes de fogo.
- Paredes de fogo!?
- É. O tal que Marcus falou. O cara cria paredes de fogo próximo as mãos.
- É. O tal que Marcus falou. O cara cria paredes de fogo próximo as mãos.
Ela empurrou a porta com força. Era uma sala longa com paredes de concreto, varias tochas nelas, e no final da sala um trono com um cara misterioso sentado nele. Ao lado do trono havia uma cadeira simples, e uma mesinha na frente, quem estava sentado nessa cadeira era um jovem branco e de cabelos loiros. Estava bem longe, mas podia ver que tinha uma bandeira gay tatuada no ombro direito do jovem, que ficava escrevendo num papel sem parar, enquanto tampava os olhos. Um homem de sobretudo e capuz que estava ajoelhado perante ao trono se levantou bruscamente e olhou para eu e Katrina. Eu sussurrei:
- é ele que vai fazer as paredes de fogo?
- é ele que vai fazer as paredes de fogo?
- Exatamente, e ele vai primeiro em você, eu vou naquele cara no trono.
Eu assenti e quando o homem de capuz correu a andar na nossa direção, Katrina correu para o trono. Eu deixei meu antebraço rígido e meu punho fechado, me preparando para materializar aquela cruz novamente. Quando o homem se aproximou de mim a cruz apareceu, flutuando acima do meu braço, e eu a joguei contra o encapuzado que logo parou de correr e criou chamas que formaram uma parede em sua frente, que impediu a cruz de prosseguir. A cruz reluzente sumiu no ar e eu fiquei ali parada sem saber o que fazer novamente, e ele comentou.
- Vejo que não esta inseguro - a parede de fogo sumiu - patético, á propósito, meu nome é Ca. tenho certeza que você morrerá aqui então prazer em conhece-lo...
- Como assim? Não vou te dizer meu nome!
- Como quiser.
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